O survival horror abandona o choque fácil e retorna às raízes psicológicas para provocar tensão constante e desconforto emocional.
Durante muito tempo, jogos de terror foram reféns de uma fórmula simples: barulho alto, sustos previsíveis e ação constante. 2026 rompe definitivamente com esse modelo. O novo horror quer algo mais profundo — desgastar emocionalmente o jogador.
Títulos como Resident Evil Requiem sinalizam esse retorno às origens. Raccoon City não é apenas um cenário conhecido, mas um símbolo de vulnerabilidade, isolamento e memória coletiva. O medo não vem do monstro — vem do ambiente.
A mesma filosofia se estende a A Plague Tale: Resonance, onde o horror nasce do silêncio, da incerteza e da sensação constante de ameaça invisível. Quebra-cabeças, exploração e narrativa ambiental substituem tiroteios frenéticos.
O que esses jogos revelam é uma mudança clara no comportamento do público: o jogador moderno não quer apenas sobreviver — quer sentir o peso psicológico da sobrevivência.
2026 marca o ano em que o terror volta a ser inteligente.